#souagro | Em um primeiro momento podem até parecer fortes, mas as imagens gravadas em uma propriedade rural em Colônia Barreiros, em Cascavel, é uma forma de orientar os produtores a observar os sintomas de um animal atacado por um morcego hematófago e infectado pela raiva.
Conforme a unidade da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) em Cascavel, os principais sintomas do animal mordido são: andar cambaleante, paralisia, sialorreia (produção excessiva de saliva) e opistótono (estado de distensão e espasticidade grave, no qual a cabeça, pescoço e coluna vertebral de um indivíduo formam uma posição em arco côncavo para trás).
Do fim de março até agora, fora sete casos de raiva registrados em bovinos. Do total, seis em Colônia Barreiros e um no Reassentamento São Francisco. Agentes da Adapar realizaram a coleta de amostras em abrigos situados nessas propriedades. Os abrigos registrados com ajuda dos agricultores já foram vistoriados e os morcegos capturados já tratados, como forma de realizar o controle populacional.
“Nesta segunda-feira, encaminhamos mais dois materiais coletados na sexta-feira (23) em Colônia Barreiros e estamos no aguardo do envio dos resultados para o fim da tarde de terça ou para quarta-feira”, comenta a médica-veterinária da Adapar, Luciana R. Riboldi Monteiro. A região oeste do Paraná não registrava casos de raiva bovina há 10 anos.
Dez anos depois, Cascavel volta a registrar caso de raiva bovina
Adapar confirma mais um foco de raiva; dos sete, é o sexto em Colônia Barreiro
Crescem casos de raiva em Cascavel
A médica veterinária do setor de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Cascavel, Paula Lis, lembra que é a raiva é transmitida pela saliva dos animais infectados. “As pessoas precisam de muito cuidado para manipular esses animais e se necessário, fazer a prevenção utilizando luvas, para que a saliva não entre em contato com a mãos, principalmente se elas tiveram lesionadas, facilitando a contaminação pelo vírus”. Outra orientação importante: pessoas que tiveram contato com esses animais devem procurar a unidade de saúde mais próxima ou conversar com seu médico, no sentido de avaliar o caso e se necessário, realizar o protocolo de imunização antirrábico.
(Vandré Dubiela)
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