Alta demanda por carne faz preço de suínos subir

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#souagro| A alta demanda por carne fez o preço de suínos vivos subir em junho deste ano. O relatório foi divulgado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Os preços médios dos suínos vivos em junho tiveram alta em comparação a maio deste ano. Por outro lado, o preço é menor que junho de 2021.

A reação mensal dos preços foi observada pelo Cepea que afirma que o aumento do preço tem dois motivos: alta demanda da carne e menor oferta do produto, sobretudo animais gordos. As temperaturas mais baixas de junho incentivaram o consumo de produtos da suinocultura, além de eventos festivos.

O preço médio dos suínos vivos negociado na região de São Paulo, considerando Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, ficou em R$ 6,52 o quilo. Aumento de 5,1% em relação ao preço de maio.

 

Já em Patos de Minas, Minas Gerais, a valorização foi de 7,7% e o preço médio agora é de R$ 6,92 o quilo.

Na região Sul, maior polo produtor do País, o movimento de alta mensal foi intenso. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço médio do suíno vivo registrou avanço de 6,8% com o animal negociado a R$ 6 o quilo.

Exportação

Após recuarem em maio, os embarques brasileiros de carne suína in natura voltaram a aumentar em junho. A receita em moeda nacional também cresceu significativamente no período, atingindo o melhor resultado desde outubro/21.

 

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior)  analisados pelo Cepea, em junho, o Brasil embarcou 83,5 mil toneladas da proteína in natura, 4,7% a mais que em maio.

Ainda de acordo com a Secex, o setor exportador faturou US$ 202,9 milhões com as vendas internacionais em junho, avanço de 6,3% frente ao mês anterior. Em moeda nacional, a receita cresceu expressivos 8,7% no comparativo mensal, somando o melhor resultado desde outubro/21.

Além do aumento de 1,6% no valor médio pago pela tonelada do produto, que passou de US$ 2.391,58 em maio/22 para US$ 2.429,42 em junho/22, a valorização da moeda norte-americana frente ao Real no mesmo período (de 2,2%), passando de R$ 4,95 para R$ 5,06, reforçou o aumento da receita em Reais.

 

De janeiro a junho de 2022, o setor suinícola embarcou 458,1 mil toneladas de carne in natura, queda de 8,5% frente às 500,6 mil toneladas do mesmo período de 2021. Esse cenário é resultado sobretudo da retração dos envios à China, principal parceiro comercial do Brasil.

(Tatiane Bertolino/Sou Agro)

Fonte: Cepea

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