Estiagem é a grande inimiga da safra de milho no MT

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#souagro| A estiagem no Mato Grosso ameaça a segunda safra do milho. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), os meses de maio até setembro são marcados pelo período seco na região central do País, quando massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva. Os acumulados de chuva variam normalmente entre 10 mm e 80 mm, sendo que em junho e julho são os mais críticos, com volumes de chuva inferiores a 40 mm.

O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já vem sofrendo com a estiagem desde abril. Algumas regiões estão com mais de 25 dias sem chuvas  o que pode impactar no desenvolvimento da cultura do milho segunda safra e, consequentemente, causar possíveis quebras na produtividade. A previsão climática do Inmet indica chuvas dentro da média climatológica em grande parte do estado nos meses de maio, junho e julho, com acumulados previstos entre 40mm e 100 mm, enquanto para o norte do estado, as chuvas podem ficar ligeiramente acima da média.

milho
Dias sem chuvas registrados nas Estações do Inmet em 09/05/2022

O agrometeorologista Cleverson Freitas explica que, como a falta de chuva pode prejudicar o desenvolvimento do milho, as altas temperaturas, acima de 35°C, podem também impactar severamente as lavouras: “A temperatura prevista para o mesmo trimestre, poderá ficar dentro e ligeiramente acima da média, principalmente no mês de julho. Normalmente, os maiores acumulados de chuva na região ocorrem a partir do mês de setembro, entretanto devemos estar atentos às atualizações dos boletins agroclimáticos mensais emitidos pelo Inmet”, afirma.

 

O instituto ressalta a importância de o produtor considerar as previsões meteorológicas para diminuir os riscos e ter maior produção e lucro na plantação. O Inmet tem o Sisdagro – Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária, que oferece ferramentas de monitoramento e previsão do balanço hídrico e produtividade em diferentes culturas, além de previsão de condições favoráveis à formação de geada. O Sisdagro fornece ainda informações agroclimatológicas referentes ao balanço hídrico e dias aptos ao manejo agrícola.

O Agromet está disponível AQUI e o Sisdagro pode ser acessado AQUI.

PREOCUPAÇÃO DA APROSOJA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) já havia feito uma orientação aos produtores quanto a possível quebra de safra por conta da estiagem: “Preocupa muito a questão da estiagem no Estado com algumas cidades com mais de 25 dias sem chuvas. São municípios que têm uma produção expressiva, e isso preocupa muito, já que os custos estão subindo, o produtor faz os investimentos e acaba tendo perda. Viemos de um ano em que o produtor ainda conseguiu comprar os adubos em um preço razoável, mas a gente sabe que daqui pra frente o cenário preocupa com a alta dos insumos”, declarouo o vice-presidente da entidade, Lucas Costa Beber.

 

A orientação da Aprosoja-MT é que o produtor tenha cautela. “Nos comunique os registros de estiagem em seu município, a gente sabe que tem muitas empresas estimando aí uma supersafra, mas na realidade já tem uma quebra grande no Estado, mesmo que ocorram ainda chuvas, já temos quebras consolidadas”, afirmou.

“Apesar do plantio da soja deste ano ter sido mais antecipado em relação ao ano passado, nós tivemos um atraso na colheita devido ao excesso de chuva, e também o plantio do milho por conta do excesso de umidade e do barro que dificultou o trânsito do maquinário”, concluiu Lucas.

(Débora Damasceno/Sou Agro com Inmet)

 

(Foto: reprodução internet)

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