Ocepar descarta desabastecimento de milho

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#souagro | A Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), por intermédio do seu superintendente, Robson Mafioletti, descartou qualquer possibilidade de desabastecimento de milho no Paraná, em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Vandré Dubiela, do Portal Sou Agro. “Mesmo com as perdas provocadas pelas intempéries climáticas como estiagem e as geadas, não faltará milho para as cadeias produtivas. A alternativa será a de conseguir o insumo de outros estados, além da Argentina e do Paraguai, apesar que este último país também enfrentou quebra na safra, semelhante ao ocorrido no oeste paranaense”, destaca o superintendente da Ocepar.

No fim da semana passada, representantes de 20 cooperativas paranaenses participaram de uma reunião técnica de alinhamento envolvendo as áreas comercial, pós-colheita e armazenagem. O encontro virtual contou com a presença de representantes da Conab e da Secretaria Nacional de Política Agrícola. Na oportunidade, a Conab apresentou uma estimativa de colheita de milho no Brasil de 93 milhões de toneladas, mas a Ocepar acredita que ficará abaixo dos 90 milhões de toneladas do grão. “Em estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia a safra gera bons resultados, com as principais quebras registradas no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo”.

O chefe do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento), Salatiel Turra, disse que ocasião que a quebra será superior a 50% e números mais precisos só poderão ser anunciados no relatório do fim do mês. Disse ainda que foi ventilada a possibilidade de incentivar o plantio de milho em vez de soja na primeira safra.

O milho recebido pelas cooperativas por enquanto apresenta boa qualidade, mas a tendência não deve ser essa para os próximos dias. O prejuízo é bilionário, algo em torno de R$ 9 bilhões. A Cargil, por exemplo, já importou cinco navios abarrotados de milho para suprir a demanda interna. “Vamos torcer para que a safra de verão seja boa. Na anterior, a expectativa inicial não era tão otimista, mas os números foram favoráveis. O ponto destoante envolveu o atraso no plantio, comprometendo o ciclo do milho”.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

Foto: Vandré Dubiela

 

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