Milho argentino socorre o Brasil ante a escassez

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#souagro | Desde janeiro, o Porto de Paranaguá já recebeu 102,7 mil toneladas de milho da Argentina. Nesta quarta-feira, a quarta embarcação do ano procedente do país vizinho chegou ao terminal paranaense, transportando 32 mil toneladas do cereal. Todo o milho importado da Argentina será para suprir a carência de ração animal por conta da quebra na safra. Parte será destinada a cooperativas e outra ficará armazenada no Porto de Paranaguá.

A expectativa de importações é recorda em virtude da quebra na safra brasileira de milho, em especial a região Sul. Para Edmar Gervásio, analisa do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento), a importação do milho é de suma necessidade para atender a alimentação da cadeia animal de suínos e aves.

Não fosse a baixa produtividade provocada pelo atraso no plantio, longo período de estiagem e geadas, o milho do Paraná, Mato Grosso e Goiás seria suficiente para atender a cadeia produtiva. Sem alternativa, foi preciso recorrer aos vizinhos Argentina e Paraguai. Entretanto, o volume de importações não deve passar de 2 milhões de toneladas, confrontando com uma produção brasileira de 90 milhões de toneladas de milho.

 

Mercado do milho

O mercado doméstico se mantém com preços firmes, sustentados pela drástica perda de produção e necessidade de importação. Contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos serão balizados pela paridade de importação e não pela paridade de exportação. A participação dos vendedores segue limitada; ao mesmo tempo, com maior ou menor índice, a colheita avança em todas as regiões. As seguidas ondas de frio tendem a reduzir ainda mais os já minguados índices de produtividade das lavouras. As informações foram extraídas do boletim diário da Granoeste.

De acordo com o Deral, a colheita da safrinha paranaense atinge 7%, ante 17% da mesma semana do ano anterior. Em relação à qualidade, 9% das lavouras estão em boas condições, 59%, regulares e 32% ruins; se dividem entre os estágios de floração, 3%; frutificação, 16% e maturação, 18%.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

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