Geadas: preocupação para o milho e alento para o trigo

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As condições climáticas favoráveis à formação de geada trouxeram prejuízo para alguns produtores, como os de milho, mas podem não atrapalhar os planos dos triticultores. As primeiras análises são um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, na semana de 25 de junho a 1º de julho.

O frio que atingiu o Paraná nesta semana provocou a formação de geadas de intensidade forte, sobretudo na metade Sul. Com isso, há possibilidades de se verificar maiores perdas nas lavouras de milho. No entanto, ainda é precipitado quantificar o volume que será de fato impactado. O relatório de estimativa de safra, a ser divulgado no final deste mês, deve apresentar um panorama mais real.

A segunda safra de milho no território paranaense tem em torno de 1,8 milhão de hectares potencialmente suscetíveis a serem impactados pelas geadas. Essa estimativa de extensão é feita em razão dos diferentes estágios de maturação das lavouras. Historicamente, as regiões Sul, Centro e Oeste são as que têm mais perdas. No Norte do Estado, onde está a maior área da plantação de milho, a ocorrência de perdas devido a esse fenômeno não é comum.

O plantio de trigo continua em bom ritmo no Paraná, chegando a 95% da área prevista. No entanto, o atraso no começo da implantação da cultura faz com que apenas 1% das lavouras esteja na fase da floração. As geadas ocorridas esta semana são preocupantes para esse porcentual.

Se forem verificados prejuízos, eles devem se concentrar no Centro-Oeste paranaense, com possíveis danos pontuais no Oeste, Sudoeste e Norte. Para as lavouras localizadas no Sul e Centro-Sul, onde o plantio sequer foi concluído, o fenômeno natural das geadas é positivo neste momento, pois favorece a aclimatação da cultura.

Sobre a soja, o boletim do Deral destaca que os preços do complexo soja para os produtores continuam superiores aos verificados no mesmo período de 2020. Para o consumidor final, um dos produtos mais impactados foi o óleo refinado de soja. Em junho do ano passado, no atacado, a embalagem de 900 ml era comercializada, em média, por R$ 3,52. Agora, subiu 95% e é comprada por R$ 6,87.

 

Fonte: AEN

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