Aquicultura: manejo e sanidade são os maiores desafios

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O Dia do Engenheiro de Aquicultura, neste 14 de julho, foi comemorado em grande estilo pela Comissão Técnica do setor ligada à Faep/Senar-PR, com a relação à primeira reunião de trabalho, de forma remota.

Formada por piscicultores, técnicos e instrutores, o colegiado atua como uma câmara para disseminação de informações técnicas e coordena ações com o objetivo de fortalecer e desenvolver ainda mais o setor. Hoje, o Paraná é líder na produção de peixes de cultivo, com mais de 172 mil toneladas pescadas em 2020 – volume que representa 130% a mais que São Paulo, segundo colocado no ranking. O grande destaque paranaense é a tilápia, cuja produção chegou a 166 mil toneladas.

“É uma cadeia que vem crescendo muito. É importante que estejamos organizados para desenvolver a atividade. Temos que crescer e avançar em manejo e em sanidade. Isso vem com a troca de informações e com a articulação a partir dessa câmara”, disse o presidente da CT, Edmilson Zabott. “Hoje, a piscicultura emprega no Paraná mais de 1 milhão de pessoas, entre produção, transporte e plantas frigoríficas. Temos números espetaculares, que comprovam que essa cadeia é tão importante quanto a do frango, do suíno e do leite”, acrescentou.

Nessa primeira reunião, os membros da CT estabeleceram as prioridades a serem contempladas no planejamento estratégico dos trabalhos, como a articulação para destravar licenciamentos de operação dos tanques de cultivo e de outorga da água. Outro ponto-chave é a energia elétrica, considerada o principal insumo da aquicultura – que demanda equipamentos como aeradores, que precisam ficar ligados 24 horas por dia.

“Nossa atividade tem a energia elétrica e a ração como os principais custos. Com a previsão do fim da Tarifa Rural Noturna [programa que prevê desconto para a energia consumida no período noturno], estive na Copel, buscando a possibilidade de entrarmos em um outro programa da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. Aí, o desconto seria da Aneel. Vamos aprofundar essas negociações”, disse Zabott. “Mas o nosso tripé de atuação deve ser: licenciamento, energia e sanidade”, acrescentou.

Em relação à sanidade, os piscicultores apontaram a necessidade de investimentos em pesquisas e em melhoramento genético, com vistas a desenvolver a atividade – em um processo semelhante ao que vem ocorrendo continuamente na avicultura, suinocultura e bovinocultura. Neste sentido, a dificuldade na aquisição de ração de qualidade foi apontada como um entrave, principalmente para os pequenos produtores. “Os iniciantes e os pequenos têm muita dificuldade em encontrar um produto com alto teor de proteínas. Eu tenho visto essa dificuldade em todo o Estado”, relatou Janete Armstrong, piscicultora e instrutora do Senar-PR.

 

Fonte: FAEP

 

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