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Saiba por que os hortifrutigranjeiros custam tão caro

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souagro | Estimular e colocar em prática políticas públicas voltadas à redução da “importação” de produtos hortifrutigranjeiros em todas as regiões do Paraná é o grande desafio da Ceasa (Central de Abastecimento). Essa metodologia é perseguida principalmente em razão de uma porcentagem: estima-se que 65% de tudo que é vendido nas Ceasas do Paraná são trazidos de outros estados. “O Paraná tem potencial para produzir quase tudo”, garante o presidente da Ceasa-Paraná, Eder Eduardo Bublitz. A queixa também é manifestada pelo setor supermercadista, obrigado a “importar” frutas e verduras de outros locais para atender o mercado consumidor. A proposta de estimular o pequeno produtor e a agricultura familiar a investir em mais produtos hortifrutigranjeiros é defendida pelo governo do Estado e a Seab (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento).

Bublitz reconhece um pouco de dificuldade por conta da concorrência com outros grandes centros produtores, como o Vale do Rio São Francisco, que produz frutas de clima tropical de excelente qualidade. “Entretanto, temos condições de produzir até abacaxi. Temos polos já desenvolvidos em Santa Isabel, Santa Mônica, no extremo-noroeste do Paraná.

 

VEJA A ENTREVISTA SOBRE O ASSUNTO COM O PRESIDENTE DA CEASA-PARANÁ:

 

Para o presidente da Ceasa-Paraná, há uma alta densidade de renda, entre 10 a 12 vezes mais rentável por hectare em comparação, por exemplo, à cultura da soja, mesmo com a leguminosa apresentando cotação elevada no mercado agropecuário. “Cascavel e vários municípios da região oeste são referências na produção de grãos. São locais onde mais se produz grãos por metro quadrado no mundo, então por que não fazer o mesmo com a produção dos hortifrútis? Condições para isso, nós temos”.

Possibilitando a abertura desse novo mercado, será possível garantir um produto de melhor qualidade nas gôndolas e o que é melhor, a custos mais reduzidos para o consumidor final. “Hoje, a tendência no mundo é o produto quilômetro zero, sem o uso de logística”. O fato de a região oeste dispor de terras férteis é mais um ponto favorável. “Investir na produção de hortifrutigranjeiros é uma das maneiras de perpetuar pai e filho no campo, combatendo o êxodo rural”. É, inclusive, uma das formas de evitar o ‘inchaço populacional” dos grandes centros urbanos.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

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