Sobrou para o boi argentino

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#souagro | Todos sabem: a Argentina não vem bem das pernas há muito tempo no quesito economia. Os sucessivos desacertos envolvendo esdrúxulas medidas governamentais, migraram da cidade para o campo. Agora, quem sente na pele os reflexos da inflação acumulada de 17,6% somente no primeiro quadrimestre deste ano, é o setor de carne bovina. Nesta semana, o governo argentino anunciou o bloqueio das exportações da proteína animal por 30 dias. A reação foi imediata por parte dos produtores, que anunciaram uma greve para fazer frente ao bloqueio.

A comissão de enlace das entidades agropecuárias da Argentina pediu a paralisação da comercialização aos produtores de bovinos do país vizinho. De acordo com o consultor de agronegócio argentino, Pablo Adreani, não há nenhum sentido o governo argentino determinar esse bloqueio. “O que o governo não entende, é que conquistar um mercado não é do dia para a noite, leva de 10 a 15 anos. Mas perder, bastam 24 horas”.

As principais entidades do setor de carne de boi solicitaram a paralisação nas vendas de produtos bovinos do dia 20 a 28 deste mês. Adreani relembra que essa não é a primeira vez que o governo argentino adota essa postura. “Na época do Governo Nestor Kirchner, a Argentina também fechou as exportações. Como impacto, o país perdeu 12 milhões de cabeças de gado, o mesmo estoque de bovinos do Uruguai”.

 

Veja a reportagem completa:

A analista de mercado Lygia Pimentel, também recorda que naquela época, os reflexos para o setor foram devastadores, levando a Argentina a perder o posto para o Uruguai e outros países. Isso gerou o encarecimento da proteína, devido à falta de incentivo aos produtores. A Argentina é o quarto maior exportador mundial de carne bovina, atrás apenas do Brasil, Austrália e Índia. “As medidas restritivas da Argentina devem deslocar parte da demanda externa para o Brasil, seu concorrente direto”.

 

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Para o consultor Alcides Torres, os chineses são os grandes devoradores de carne do mundo. “Sem a Argentina para abastecer as geladeiras dos chineses, eles vão recorrer a outros mercados, neste caso, abrindo as possiblidades para o Brasil’. Já Fernando Iglesis, outro analista de mercado, quem mais sairá ganhando será os Estados Unidos. “A China habilitou 32 frigoríficos americanos e por isso, tende a comprar um volume expressivo de carne bovina americana”.

(Vandré Dubiela, com informações do Canal Terra Viva

 

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