Seca e geada afetam pastagens e ameaçam a produção de leite

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#souagro | O frio chegou e com ele, aquela vontade quase que incontrolável de beber algo quente, de preferência, leite. Quem não abre mão de ter à mesa esse alimento, já é bom ir preparando o bolso para os próximos meses. O custo do litro tende a ficar mais oneroso para o consumidor. O motivo: a falta de leite no mercado por conta dos impactos causados pela estiagem e agora, pelas geadas que sepultaram de vez a esperança dos produtores de leite em ter uma pastagem de qualidade para suprir a carência nutricional dos animais.

O consumo de leite costuma crescer em períodos de inverno. Mas este ano, o cenário não é dos mais otimistas para a cadeia de produção, mesmo com o recente anúncio de valorização do produto.

O bovinocultor de leite, Eudes Capelletto, que tem uma propriedade arrendada na comunidade de Gramadinho, interior de Cascavel, está preocupado. “O milho reservado para a silagem praticamente perdi tudo para a seca e a geada, respectivamente”, comenta. “Em 30 anos de atividade, será o pior de todos, sem dúvida nenhuma. O inverno será um dos piores em relação ao leite”. Não há mais pasto e a solução será o complemento à base de farelo de soja, caroço de algodão, ração. Isso acabará por encarecer o custo de produção e refletir no preço do leite pago pelo consumidor final. “Não temos também aveia nessa época do ano, por conta da escassez hídrica”. Na região Norte do Paraná, segundo ele, a situação é ainda mais desanimadora. “Por lá, os produtores não vão colher nem 30 sacas por alqueire de milho”.

O que pode ainda segurar o mercado, conforme Capelletto, é a situação econômica das pessoas, prejudicadas pelos impactos da pandemia e sem muitos recursos para investir nos derivados de leite, que também vão subir. Dos 45 alqueires semeados com o milho, em 25 as perdas estão certas. “O restante é para grão, coberto pelo seguro”.

Em resumo, o cenário para o produtor não é dos melhores, e pior ainda tende a ser para o consumidor, acostumado a ter leite, queijo e derivados em sua mesa todos os dias.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

Fotos: Vandré Dubiela/Sou Agro

 

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