Safra de café deve reduzir 9% no Paraná; já o preço médio valoriza 39,8%

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A Companhia Nacional de Abastecimento divulgou esta semana o segundo levantamento para safra 2021, com previsão de que o Brasil irá produzir este ano 49 milhões de sacas de café beneficiado. Este volume representa uma redução de 23% em comparação à safra anterior que atingiu o recorde histórico, de 63,1 milhões de sacas. O esperado ciclo de bienalidade negativa da cultura, e os efeitos da longa estiagem ocorrida nas principais regiões produtoras em 2020 contribuíram para esta redução. A espécie arábica, a mais afetada por estes fatores deverá ter uma diminuição de cerca de 32% em comparação à safra passada.

Segundo o levantamento do Departamento de Economia Rural, o Paraná deverá colher este ano 873 mil sacas, uma redução de 9% em comparação com a safra passada. A área em produção está estimada em 33,3 mil hectares, 4% menor que a colhida na safra anterior. Os trabalhos de colheita iniciaram nas principais regiões e atingiram 3% na média do Estado, devendo se intensificar nas próximas semanas, com maior concentração no mês de julho. O mesmo levantamento aponta que 47% das lavouras encontra-se em fase frutificação e 53% em maturação. A falta de chuvas ocorrida no período entre o fim de março e a primeira dezena de maio deste ano, com duração de 43 dias em pleno período de enchimento de grãos, não só acelerou o ciclo de maturação, mas pode ter afetado a granação da safra em áreas cultivadas com lavouras mais novas e com alta produtividade.

 

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O ponto positivo é que as cotações no mercado físico permanecem em alta. Nos últimos doze meses o preço médio recebido pelos produtores no Paraná teve valorização de 39,8%, fechando este mês de maio com valor de R$719,61 por saca, em relação aos R$514,70 de maio de 2020.

As exportações brasileiras nos quatro primeiros meses de 2021 tiveram um aumento de 24% em comparação ao igual período do ano anterior. A continuidade deste cenário aquecido vai depender da disponibilidade de café para exportação, que pode ser afetada por uma safra de ciclo de baixa produção, além disso o dólar valorizado também contribui para a sustentação das cotações em reais no mercado interno. As informações fornecidas são do economista Paulo Sérgio Franzini.

 

Fonte: Deral/PR

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