O preço da carne está salgado? Saiba o porquê

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#souagro |As exportações totais de carne bovina voltaram a crescer no mês de março, muito por conta das comemorações do Ano Novo Lunar por parte da China. A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia. A entressafra, exportações e pandemia mantêm preço da carne “nas alturas”. O preço da carne está salgado.

A movimentação de carne bovina registrada em março deste ano foi de 159.422 toneladas, contra 147.333 toneladas no mesmo período do ano passado, perfazendo uma alta de 8%. A receita saltou de US$ 636,2 milhões em 2020 para US$ 713,5 milhões em março deste ano, gerando um aumento de 12%.

Para o presidente da Padrão Beef Cooperativa Agroindustrial, Lindonez Rizzotto, são dois os motivos responsáveis por segurar os preços em alta da carne bovina: o período de entressafra e as exportações responsáveis por comandar as cotações. “A pecuária é sustentada por ciclos. Estamos no ciclo em que os criadores estão retendo as fêmeas, diante da falta de reposição dos animais. Os criadores estão retendo a fêmeas e colocando-as para criar”, comenta Rizzotto. “Daqui um ano, um ano e meio, voltará a ter uma oferta maior de animais, provocando a derrubada dos preços”.

 

Confira a entrevista com o presidente da Padrão Beef Cooperativa Agroindustrial, Lindonez Rizzotto, concedida ao Portal Sou Agro:

 

Hoje, a arroba do boi na região oeste está custando entre R$ 305 a R$ 315. A preço da arroba é considerado alto em nível nacional e se aproximando do valor da carne praticado nos Estados Unidos. Hoje, a arroba do boi brasileira convertida em dólar é de US$ 55.

 

Sobe custo de produção da arroba do boi

Efeito pandemia: sai o bife, entra o frango

 

“Porém, o que pesa no momento para o criador é o custo de produção, diante do valor da saca dos insumos de milho e soja”. O reflexo disso tudo acaba sendo sentido pelo consumidor nas gôndolas de supermercado.

A pandemia também respingou no setor, derrubando o consumo e os abates em até 30%, conforme o líder pecuarista. “A alternativa encontrada pela população é, muitas vezes, substituir a carne de boi pelo frango e pelo ovo”.

 

Distanciamento social

As medidas restritivas e o distanciamento social também são fatores de redução de consumo. “Não há mais confraternizações e nem encontro de amigos, que costumeiramente regavam esses encontros a um bom churrasco”.

A Padrão Beef Agroindustrial é composta por 108 integrados e conta com um abatedouro em Lindoeste, no oeste do Paraná. O frigorífico atende criadores das regiões oeste, sudoeste e parte do noroeste do Estado.

Em uma estimativa bem otimista, o cenário deverá começar a mudar no segundo semestre, com a entrada de animais para abate oriundos do sistema de confinamento. “A oferta de animais dever ser normalizada, é o que esperamos”. (Vandré Dubiela/Sirlei Benetti)

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