Setor Feijoeiro pede ajuda e afirma: vai faltar alimentos no país

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Na última semana o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses, (IBRAFE) divulgou uma carta aberta onde aborda os principais problemas que afetam a produção e distribuição de Feijão no Brasil onde afirma: vai faltar alimentos. Entre os problemas apontados, um dos mais graves é a manipulação de preços por um determinado grupos, que prejudica consideravelmente a transparência do setor, além da carência no histórico de políticas voltadas para a cadeia produtiva.

Em 2020, o consumo de Feijão no Brasil aumentou 10% e manteve o mercado positivo para os produtores. Porém, com menor oferta disponível, os reflexos da pandemia do novo Coronavírus modificaram a dinâmica do consumo a nível internacional, gerando falta de Feijão disponível no mercado.

“Temos uma grande preocupação com a alta em todas as proteínas, sejam vegetais ou de origem animal. Entre fevereiro de 2020 e 2021, o Feijão, considerado a principal proteína vegetal do cardápio nacional, teve uma alta de 44,38%. Alternativas de proteína animal como carne bovina e frango tiveram variações de 32% e 22,5%, respectivamente. Esse aumento, somado a perda de poder aquisitivo da população, tem agravado a defasagem alimentar no país. Devemos chegar a um nível realmente preocupante de carência alimentar”, explicou o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders.

 

Carta aberta ao setor Feijoeiro

Não adianta fazer-se de distraído. Não adianta mais agora achar que pensamento positivo resolve as coisas. O setor de alimentos do Brasil está começando a enfrentar o colapso. Estamos no caos. Infelizmente não estamos saindo do caos, mas começando. Não se trata de ser de esquerda ou de direita. Infelizmente a questão é de vida ou morte.

Eu não estou falando da covid-19. Eu estou falando da situação de abastecimento de alimentos no Brasil. Eu estou falando de FOME e MORTE LENTA, em contraste à morte muitas vezes “rápida” advinda da covid.

Convoco todos os envolvidos no agro para evitarmos que a tragédia de faltar alimentos se torne uma hecatombe. E os responsáveis têm nome e endereço. Tem início pela manipulação que começa nas madrugadas do Brás, em São Paulo, em que meia dúzia de pessoas, não todas, manipulam, para o proveito de um grupo, os preços do mercado do Feijão, se aproveitando da omissão de todos os que foram avisados do que ocorria naquele local e não fizeram nada nos últimos 15 anos, enquanto o IBRAFE alertava que era preciso respeito com o Feijão. Aquela manipulação é uma das responsáveis, em menor ou maior grau, pelo caos que o nosso setor enfrenta.

 

Alerta

Na sequência, setores de governos passados, que foram muitas vezes alertados de que, independentemente à época de covid-19, caminhávamos para o caos. O Brasil não terá orgulho de ser o maior exportador de cereais às custas da morte de quem quer que seja.

Portanto, diante disso, você, produtor e comerciante brasileiro, obviamente foram vítimas, e não responsáveis, pelo resultado da política agrícola implementada para o nosso setor e pelo desrespeito à Causa do Feijão. Mas serão responsáveis se não participarem de uma frente nacional para combater a fome a partir da nossa trincheira dos Pulses.

 

Planejamento

Até agora, nosso setor muitas vezes parou, pensou, discutiu, planejou e propôs políticas, contudo nenhum governo executou, até a chegada da Ministra Tereza Cristina. Este desastre anunciado de faltar alimentos, não é de responsabilidade da atual administração. O MAPA – Ministério da Agricultura -, já manifestou que está conosco, porém sabemos que os recursos estão escassos. Todavia não medirá esforços e que cumprirá seu papel.

Sendo assim, nunca fomos responsáveis pela política agrícola desenvolvida nos últimos 40 anos para o setor Feijoeiro. Mas seremos responsabilizados por parte da tragédia que VAI acontecer à frente.

Vocês terão que plantar com garantias. Com esta carta aberta, vocês – 1 milhão produtores de Feijão do Brasil – junto com a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão, com o MAPA, e com os melhores profissionais da produção, alinhados aos empacotadores, exportadores, corretores, à imprensa e outras boas empresas e instituições que nos apoiam, estão convocados a se juntar aos esforços também da atuante Câmara Setorial do Feijão de São Paulo, ao atuante CBFP – Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses – e à ABRAFE – Associação Brasileira das Indústrias de Feijão.

 

Direcionamento

O IBRAFE Solicitou uma reunião extraordinária da Câmara Setorial, sob o MAPA, para tratar do assunto.

Fonte: IBRAFE

 

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