Nova alta do diesel aumenta custos no campo

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#souagro | Como se já não bastasse os efeitos negativos provocados pela pandemia do novo coronavírus, aliados ao atraso no plantio das culturas em virtude das intempéries climáticas, o produtor rural se depara com mais um gargalo em sua produção. Pela quinta vez no ano, o governo federal decidiu elevar o custo do litro do óleo diesel. Em Cascavel, há postos de combustíveis comercializando o litro a R$ 4,30, bem acima do preço médio registrado no País, de R$ 4,23/l.

O aumento impacta na competitividade do agronegócio no mercado interno e externo, gerando reflexos inclusive nos valores do frete e na inflação, como resultado do aumento no valor dos produtos nas gôndolas dos supermercados, algo que deve ser sentido no bolso nos próximos dias.
A alta internacional no preço do barril do petróleo, estimado em US$ 70, era um valor não observado desde o início da pandemia, mesmo com as ações do governo de redução do ICMS.
O diesel é o principal componente do custo do frete e é utilizado em máquinas e geradores de energia no agronegócio. Em relação ao frete, o valor gasto com óleo diesel em uma viagem de 1 mil km, por exemplo, equivale a 40%, 50% dos custos.

A política de preços adotada pela Petrobras é alicerçada pelo alinhamento dos preços das refinarias aos do mercado internacional, tornando o custo sensível ao valor do real perante o dólar, moeda de negociação no exterior. A estatal defende esse alinhamento, sob a justificativa de garantia de que o mercado brasileiro seja suprido sem o risco de desabastecimento.

O diretor regional do Sindicombustíveis/PR, Roberto Pellizzetti, disse em entrevista ao Portal Sou Agro, que o Brasil conta com um modal de transporte basicamente voltado ao caminhão. “A Petrobras tem uma fórmula de reajuste de preços, que se questiona se é mesmo necessária”, salienta. “É evidente. A Petrobras é uma empresa de economia mista, tem acionistas, então o mercado é que deve mandar nesse tipo de empresa, mas há especulações, formulações, para que se coloque o preço do petróleo produzido no Brasil. Ainda somos dependentes da importação do diesel, pois não alcançamos a autossuficiência na produção”.
Para Pellizzetti, o diesel é um insumo vital para a agricultura, pois toda a cadeia de produção é desempenhada em cima de tratores e outras máquinas movidas pelo combustível.

Impacto sem precedentes

Esse novo aumento do óleo diesel já é sentido pelo homem do campo, que nos últimos dias não tem tido descanso, aproveitando o clima seco para colher a soja, já pensando no plantio do milho. É o caso do casal de agricultores Paulo Inácio Birck e Keila Anschau, de Linha Flórida, pertencente ao distrito de Vila Nova, no município de Toledo. “Temos trator, colheitadeira, gerador de energia para aviário e isso tudo depende do óleo diesel. O impacto de mais esse aumento é notório”, comenta a produtora Keila Anschau. “Estamos usando muito mais diesel nesta época de colheita e plantio”. O casal, na agricultura há 15 anos, explora as culturas de soja, milho e conta com aviário em uma área de 20 alqueires. (Vandré Dubiela/Sirlei Benetti)

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