Ministra não se posiciona sobre alteração no zoneamento e frustra a cadeia produtiva

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A expectativa em torno de uma resposta favorável aos produtores de milho sobre o compartilhamento de risco entre o setor e o governo federal, reivindicado pelo secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Norberto Ortigara, em audiência virtual realizada na quinta-feira (4), com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, engenheira agrônoma Tereza Cristina, ainda não se confirmou. A ministra havia se comprometido a dar um retorno até sexta-feira (5), mas até agora não retornou com uma resposta sobre o assunto, frustrando a cadeia produtiva.

Todo esse problema tem é relacionado ao efeito dominó causado pelo atraso no plantio da soja e consequentemente, do milho. Essa tentativa de alteração do zoneamento junto ao governo federal teve participação direta da Seab, Ocepar, FAEP, FETAEP e outros órgãos. “O nosso sentimento é de que não haverá modificação no zoneamento da segunda safra de milho 2020/2021, portanto, cada agricultor deve avaliar o risco do cultivo, sem ter ao seu dispor o Proagro e sem cobertura do seguro”, destaca o secretário estadual Norberto Ortigara. O temor é que muitos desistam de plantar milho, provocando a falta do grão no mercado e inviabilizando outras atividades.

Sobrou para o agricultor: caso ele venha a sofrer qualquer tipo de prejuízo na área plantada com milho, principalmente em relação às geadas na metade do ano, terá de arcar sozinho com as perdas. Sem contar no colapso que toda a cadeira produtiva deverá enfrentar, com a falta do milho no mercado, insumo vital para várias atividades como avicultura, suinocultura, piscicultura, e muitas outras.

A ausência de uma resposta não frustra apenas o Paraná, mas também outros estados que estavam esperançosos quanto á flexibilização do zoneamento. Ao plantar fora do zoneamento, o produtor automaticamente fica sem a cobertura do seguro.

Alterações no Zoneamento Agrícola causam impactos ao Banco Central (BC), que é gestor do Proagro, à Secretaria de Política Agrícola (SPA), gestora do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e também ao Tesouro Nacional, que é fonte das subvenções. Dessa forma, solicitações de mudanças precisam ser analisadas pelo Ministério da Economia e pelo BC, além da equipe técnica do Ministério da Agricultura. Via de regra, o zoneamento não sofre modificações com a safra em andamento. (Sirlei Benetti/Vandré Dubiela)

Clique e assista a entrevista do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.

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