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Grupo técnico visita marco zero da Nova Ferroeste

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O grupo formado para desenvolver o projeto da Nova Ferroeste começou a desbravar nesta segunda-feira (22) o traçado estipulado para receber a ferrovia. A visita começou por Maracajú (MS), cidade considerada o marco zero do novo corredor de exportação. Integram o comitê técnicos dos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul, parceiros na obra.

Cidade de pouco mais de 48 mil habitantes na região central do Mato Grosso do Sul, Maracajú é o maior produtor de grãos do estado do Centro-Oeste do País. É pelo município que vai começar a ligação férrea com ponto final no Porto de Paranaguá.

Serão 1.285 quilômetros de extensão. O projeto contempla a construção de uma rota nova, de Maracajú à Cascavel. De lá, ela se incorpora à atual Ferroeste, que será remodelada e revitalizada para ganhar mais competitividade.

Ainda não há definição de valor final para a construção justamente pelo projeto estar em fase preliminar. A expectativa, contudo, é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, até novembro de 2021. O consórcio que arrematar a concessão será responsável pelas obras.

Em Maracajú, o grupo visitou as áreas do futuro terminal que está contemplado no projeto e de uma antiga estação férrea desativada que pode ser integrada ao desenho da Nova Ferroeste. Além disso, os técnicos conheceram o ponto de ligação com a malha Oeste, antiga Noroeste do Brasil, que será licitada novamente pelo Governo Federal após desistência da Rumo – a empresa administrativa o trecho entre Mairinque (SP) a Corumbá (MS).

Diretor-presidente da Ferroeste e um dos coordenadores da proposta, André Gonçalves reforçou que a nova malha ferroviária tem como um dos principais objetivos diminuir o custo logístico do setor produtivo, o chamado “Custo Brasil”. A expectativa, disse ele, é de uma redução de 27% nas despesas com a operação de exportação. “Viemos aqui ver de perto as condições e convidar todos de Maracajú a abraçar o projeto”, ressaltou.

 

Corredor de transporte de grãos

O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

A área de influência indireta abrange 925 municípios de três países. São 773 do Brasil, 114 do Paraguai e 38 da Argentina. No Brasil, impacta diretamente 425 cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, totalizando cerca de 9 milhões de pessoas. A área representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 54 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região. 74% seriam de cargas destinadas para a exportação.

 

Agenda do grupo técnico

O grupo técnico segue a expedição pela rota programada para receber a rodovia até quinta-feira (25), quando uma reunião com parte do setor produtivo paranaense, em Cascavel, encerra a agenda.

Nesta terça-feira (23) estão previstas visitas às cooperativas Coamo, em Dourados, e LAR, em Caarapó. Ambas têm origem no Paraná. O grupo passará ainda por outras áreas que deverão receber os trilhos da Nova Ferroeste.

O cronograma começou nesta segunda-feira (22) com a apresentação do estudo de traçado e demanda para os governadores Carlos Massa Ratinho Junior (Paraná) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

 

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Fonte: Agência Estadual de Notícias

 

Foto: Jaelson Lucas/AEN

 

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