Casos de violência no campo voltam a causar preocupação

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A FAEP tem acompanhado a situação de furtos e roubos no campo no Paraná e adotado providências, seja cobrando autoridades ou orientando os produtores rurais. Em 2019, a Federação enviou um ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública, solicitando a criação de uma força-tarefa para investigar e desbaratar quadrilhas que têm como alvo propriedades rurais. Em 2017, a FAEP e o Governo do Paraná publicaram uma cartilha com orientações aos produtores para minimizar a ação criminosa. A cartilha está disponível no site da entidade (www.sistemafaep.org.br), na seção Serviços.

Além disso, a FAEP também incentiva que os agropecuaristas participem dos Conselhos Comunitários de Segurança. Na avaliação da Federação, a ação dos Consegs é uma forma de os produtores rurais participarem das decisões relacionadas às políticas de segurança dos municípios e de colaborar com as autoridades, fortalecendo uma rede entre sociedade e Polícias Civil e Militar.

Os casos de roubos e furtos em propriedades rurais têm sido um desafio aos agricultores e pecuaristas paranaenses. A vulnerabilidade do meio rural, principalmente devido à localização afastada, faz com que produtores sejam “alvos fáceis” de quadrilhas. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, nos últimos três anos, foram registrados mais de 2,3 mil roubos a propriedades rurais (quando há contato com a vítima, geralmente em situação de ameaça e/ou violência) e 19,2 mil furtos (em que os bens são levados quando a vítima não está no local ou não percebe a ação).

No Norte Pioneiro, a violência recorrente mobilizou produtores de Santo Antônio da Platina a criarem um projeto de vigilância na região. O Programa Vizinhança Solidária será implantado em uma parceria do sindicato rural do município, Conselho Municipal de Segurança Pública e Polícia Militar, com o objetivo de aumentar o patrulhamento na zona rural e facilitar o contato com a polícia em situações de emergência.

Segundo a produtora rural Ligia Buso, que tomou a frente da organização do projeto, os produtores interessados serão cadastrados no sindicato e receberão placas de identificação com um QR Code para serem instaladas nas propriedades. Os dados (nome do proprietário, telefone, geolocalização, etc.) também estarão disponíveis na 4ª Companhia da PM do 2º Batalhão, responsável pela região. A partir de uma conexão direta de um telefone celular com o 190 da PM, os produtores poderão acionar socorro em casos de emergência.

Além da implantação de placas de identificação nas propriedades e conexão via telefone celular, o programa mobilizou a realização de uma patrulha rural. Para esse serviço, a Polícia Militar colocou à disposição uma caminhonete Mitsubishi L200, que será reformada por meio do rateio das despesas entre os produtores participantes. Atualmente, o programa conta com 53 propriedades rurais cadastradas.

 

Gado na mira

Diversos relatos de produtores da região do Norte Pioneiro, principalmente em Santo Antônio da Platina, indicam que a principal ação das quadrilhas é o furto de gado. As histórias chegam diariamente por WhatsApp, em um grupo criado para prospecção de produtores interessados em se cadastrarem no programa de vigilância.

O produtor rural Arnaldo Paiola já teve a propriedade invadida três vezes para furto de gado. “Quando eu localizei um dos meus animais, a polícia encontrou mais três cabeças na mesma propriedade, que haviam sido furtadas nas outras vezes”, conta. A ação na propriedade de Paiola foi relativamente pequena, mas há casos de furto de mais de 40 cabeças de gado nas propriedades vizinhas. “Os bandidos estão localizados em diversos pontos e são bem organizados para levarem tanto gado de uma vez. Ou seja, leva a crer que tem receptores grandes aí na região”, diz o produtor, que já se cadastrou no Programa Vizinhança Solidária. “Acredito que todo movimento, se bem feito, tem resultado. Estamos atuando, participando e estamos esperançosos”, afirma.

 

Fonte: FAEP

 

Foto: CNA

 

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