Abates de frangos e suínos crescem; de bovinos têm queda, aponta IBGE

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O Departamento de Estatísticas Econômicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acaba de divulgar números sobre o comportamento da cadeia de abates de carnes em 2020.

O abate de suínos aumentou 6,4% e atingiu novo recorde, chegando a 49,3 milhões de cabeças. Também o abate de frangos subiu: 3,3% em 2020 contra 2019, totalizando 6 bilhões de cabeças, novo recorde da série histórica iniciada em 1997. Por outro lado, após três anos de crescimento, o abate de bovinos caiu 8,5% em 2020, atingindo 29,7 milhões de cabeças.

A aquisição de leite teve alta de 2,1% e chegou a 25,5 bilhões de litros, também recorde da série histórica. Já a aquisição de couro (30,8 milhões de peças) caiu 7,4% em relação a 2019. A produção de ovos aumentou 3% e chegou a 3,96 bilhões de dúzias, novo recorde na série histórica iniciada em 1987.

Em 2020, foram abatidos 29,7 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), uma queda de 8,5% em relação a 2019 após três anos de crescimento na atividade.

Apesar da redução no abate, as exportações de carne bovina in natura alcançaram um patamar inédito em 2020, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Houve quedas em 24 das 27 Unidades da Federação e as mais expressivas foram em Mato Grosso (menos 573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (menos 346,1 mil cabeças), Bahia (menos 237,2 mil cabeças) e Goiás (menos 220,3 mil cabeças). O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta foi Santa Catarina (mais 59,5 mil cabeças).

 

Efeito pandemia eleva o consumo de ovos

A produção de ovos de galinha foi de 4,0 bilhões de dúzias em 2020, apresentando um aumento de 3% em relação a 2019. Com exceção de novembro (menos 3,1 milhões de dúzias) e outubro (menos 766 mil dúzias), houve acréscimo em todos os demais períodos na comparação mensal entre 2020 e 2019, com destaque para fevereiro (mais 20,1 milhões de dúzias). O resultado foi influenciado pelo aumento do consumo do produto em meio à recessão instaurada por conta da pandemia, por se tratar de uma proteína de valor mais acessível em comparação às carnes. Por outro lado, houve incremento significativo nos custos de produção do setor. O Paraná produziu mais de 11,5 milhões de dúzias. Houve aumento de produção em 18 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Os aumentos mais expressivos foram em São Paulo (mais 25,3 milhões de dúzias), Santa Catarina (mais 16,0 milhões de dúzias), Bahia (mais 13,8 milhões de dúzias), Mato Grosso (mais 12,5 milhões de dúzias), Mato Grosso do Sul (mais 11,8 milhões de dúzias).

 

Fonte: IBGE

 

Foto: AEN

 

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